A experiência de cerca de 20 anos com comunicação interna - contribuindo com o relacionamento entre empresas e colaboradores - aliada à paixão por comunicação, me fez perceber que é preciso algo mais para que as organizações possam, de fato, alcançar altos níveis de performance em um cenário tão competitivo. Esse “algo mais” está dentro de cada um e só pode ser trazido à tona, para os processos cotidianos, se houver motivação e entusiasmo. Simples? Claro que sim! Mas isso só se consegue mediante interações satisfatórias e produtivas, consigo mesmo e com pares e gestores.

Por isso, nossas propostas, seja em coaching, desenvolvimento de equipes workshops e palestras - ou projetos de transformação e inovação, atuam tanto no individual quanto no coletivo. Fazemos sempre questão de lembrar que o outro é imprescindível e de que a única forma de alcançá-lo é através de boas conexões, fundamentadas, principalmente, no diálogo! Conversemos, pois!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

“...faço com meus braços meu viver”

O Instituto Holos também prestigiou minha palestra.
Na foto, estou ao lado de Marcos Wunderlich, presidente do Instituto.
Foi nessa música que pensei ao sair do hotel para o Centro de Convenções onde acontecia o 26º Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento, em Santos. E foi justamente ela que o técnico de som escolheu para tocar enquanto as pessoas chegavam para minha palestra “Liderança U: um modelo integral e transformador de atuação”.
Integrar a equipe de consultores de todo o mundo que fez parte da programação do evento representou, pra mim, a consolidação de uma nova atuação profissional, focada no desenvolvimento de pessoas e na transformação dos ambientes organizacionais. O que poucos sabem, no entanto, é que isso simboliza algo muito maior e uma grande conquista pessoal.
Depois de mais de 20 anos lidando com as operações de comunicação (estratégias e ferramentas), escolhi trilhar um novo caminho. Tive que abrir mão de muitas crenças, para perseguir o sonho de ajudar às empresas e às pessoas a capitanearem o movimento em prol de relações de mais qualidade, capazes de alavancarem a performance e trazerem mais felicidade aos ambientes de trabalho. A música de Milton Nascimento (Travessia), lembrou-me de meu percurso pessoal, que é semelhante aquele que todas as pessoas e organizações precisam fazer para transformarem-se, perseguindo sempre objetivos maiores. Porém, tomo a liberdade de modificar a letra EU SONHO E HOJE FAÇO COM MEUS BRAÇOS MEU VIVER.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Uma boa recuperação pra você!

A recuperação é inerente à natureza:
veja o broto de uma orquidea!
A frase veio certeira de um amigo, referindo-se a minha condição passageira de saúde, mas eu já levei-a muito além. 2012 será mesmo um ano de recuperação para mim e espero que seja também pra você. E isso não tem nada a ver com saúde ou doença, pelo menos no sentido mais comum que conhecemos as duas palavras. Recuperar é também reaver, retomar, restaurar. Nada mais propício para um fim de ano, quando pensamos, ainda que sem querer, no que fizemos e no que faremos.
Eu desejo muita recuperação pra mim e explico: quero retomar de vez meu espaço no mundo, meu quinhão de sucesso, meu lugar de vitórias. Acredito muito que todos nós nascemos pra brilhar, ainda que não seja exatamente do jeito que nossa MENTE idealiza. Temos um caminho a seguir, único e capaz de nos realizar em todos os sentidos, inclusive no material, sempre de acordo com as permissões que concedemos a nós mesmos. Quero essa restauração pra mim e desejo-a pra você também, se assim você quiser, claro! Um excelente mês de dezembro pra você!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Coaching Feminino

"Conversa de Comadre", arte naïf de Wilson Pessoa
Após a conclusão da minha primeira formação em coaching, convidei alguma amigas para formar um grupo exclusivamente feminino. O trabalho era experimental, mas pautado pela metodologia do Sistema ISOR, reconhecido internacionalmente, que fundamenta a minha formação. Durante 3 meses, seguimos a agenda proposta, enriquecendo o trabalho semanalmente com nossas vivências.
Mas o que eu não podia imaginar é que esse grupo fosse se tornando tão poderoso e que as possibilidades de desenvolvimento para cada uma de nós ficassem tão ricas. Hoje, sigo com o coaching individual, mas acabei formando outros grupos, e alguns, por acaso (?), também acabaram restritos a mulheres.
A partir da singularidade e dos resultados das partilhas de cada encontro, montei o Coaching Feminino. Nesses grupos, assisto à ocorrência de vários insights, à manifestação do interesse genuíno de umas pelas outras, à abertura de espaços internos para que as transformações desejadas ocorram. Como se trata de um grupo, pelo processo de ressonância, identificamos em nós aspectos das outras participantes. Interessando-se, ouvindo, olhando a outra, chegamos a lugares de nós mesmas que, de outra forma, permaneceriam inacessíveis. Ao fim da reunião, cada uma segue com suas próprias conquistas, mais fortalecida para caminhar rumo a seu propósito de vida.
Leia mais em entrevista no site do Instituto Holos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Poema inspirador

"Não vou morrer com uma vida não vivida.
Não vou viver com medo de cair ou de pegar fogo.
Eu escolho habitar meus dias,
Para permitir que a vida me abra,
me tome os medos,
me torne mais acessível,
solte o meu coração até que ele ganhe asas,
se torne uma tocha, uma promessa...
Eu escolho arriscar a minha importância
de modo que o que chegue a mim como semente,
vá para o próximo como flor...
e o que me chegue como flor, se vá como frutos.."

Dawna Markova (Psicoterapeuta americana e consultora de empresas)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Novas paisagens, novos rumos

Através da parede de tijolos... (Foto de Christian Machado)
Visitava a obra de sua casa. Vistoriava o cômodo que acabara de ser erguido, ainda sem iluminação, a cata de possíveis faltas do pedreiro, preocupada com o material por comprar, o prazo que se estendia, a chuva que impedia o trabalho, o orçamento estourado, a criança que chorava ao seu lado e sabe-se mais o que lhe ocupava a mente. De repente, alheia a tudo, viu uma fresta na parede, um buraco no tijolo. A paisagem exuberante lembrou-a da beleza do lugar. Não era preciso esperar pelo término da construção para usufruir dos bons momentos que o lugar poderia lhe propiciar. Eles já aconteciam ali. E, agora, inundavam o cômodo (e aquele seu momento de vida) por aquela fresta que o seu olhar encontrara. Filho chorando, orçamento apertado, falta de tempo: tudo isso era secundário diante da natureza que se impunha, enchendo-a de paz. Aquele já era um lar!
Esta imagem foi um presente, oferecido por uma coachee em um dos nossos encontros. Uma parede de tijolos pode ser bem mais do que parece. Buscar novos olhares é um exercício constante. Só eles produzem as atitudes que resultarão naquele algo mais que todos buscamos. Analisar momentos de vida, perdas e ganhos, conflitos e conquistas sob novas perspectivas é um desafio e exige treinamento contínuo. O bom é que os resultados são imediatos. Quando conseguimos deixar de lado os sentimentos e os pensamentos que os produzem (metaforicamente, nossa parede de tijolos), já obtemos um novo olhar sobre qualquer questão. O movimento é simples, mas obstruído pelas ideias e crenças que trazemos conosco. Quanto mais dispostos a abrir mão dos nossos pressupostos, mais fácil fica olhar por novos ângulos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O autocultivo como forma de evolução em todos os aspectos da vida

Confúcio (ou Kung-Fu-Tze para os íntimos) foi um filósofo chinês que viveu há cerca de 2.500 anos, cujos pensamentos estão sempre atuais. No oriente, a influência dele é tanta que moldou o modo de pensar e o sistema educacional de países como China, Japão e Coréia. Na China, recentemente, os estudos de seus livros voltaram às escolas do primeiro segmento.
Os registros de suas ideias foram feitos por discípulos e admiradores em quatro livros, sendo que um deles, Da Xué (“Grande Estudo”), escrito após a sua morte, resume, em um pequeno texto, o cerne da proposta confucionista. Trata-se, basicamente, da busca dos princípios que atuam na manutenção e na transformação da sociedade, fomentando a completude do indivíduo através do autocultivo.
O texto fala por si só e merece leitura e reflexão:
Os antigos, que desejavam dar exemplo da virtude ilustre em seu reino, começaram por bem ordenar seus próprios Estados.
Desejando ordenar bem seus Estados ordenaram primeiro suas famílias.
Desejando ordenar suas famílias, cultivaram antes suas pessoas.
Desejando cultivar suas pessoas, primeiro corrigiram seus corações.
Desejando corrigir seus corações, primeiro trataram de ser sinceros em seus pensamentos.
Desejando ser sinceros em seus pensamentos, primeiro ampliaram ao máximo o seu conhecimento.
Essa extensão do conhecimento baseia-se na investigação das coisas.
Uma vez investigadas as coisas, seu conhecimento tornou-se completo.
Sendo completo seu conhecimento, seus pensamentos foram sinceros.
Sinceros que foram seus pensamentos, seus corações corrigiram-se.
Corrigidos os corações, suas pessoas foram cultivadas.
Cultivadas que foram suas pessoas, ordenaram as famílias.
Ordenadas suas famílias, foram justamente ordenados seus Estados.
Justamente governados seus Estados, todo o reino viveu em paz e feliz.

Desde o Filho do Céu até a massa do povo, todos devem considerar o cultivo da pessoa como a raiz de todas as outras coisas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Atitude faz toda a diferença e começa por cada um de nós

Meus filhos, às vezes, irritam-se quando brigo porque jogaram algo reciclável na lixeira da pia. "Que diferença faz só esta embalagem, mãe?" Eu sempre respondo dizendo que uma pequena embalagem reciclada por dia representa, ao longo de um ano, 360 itens a menos acumulados nos lixões. Cada unidade reciclada é importante, mas o que faz a diferença é a atitude que temos ao destinar os recicláveis a um lixo especial.
Atitudes, pequenas ou grandes, fazem a diferença em dietas, programas de exercícios, desenvolvimento profissional e demais áreas da vida. O vídeo abaixo traduz isso tudo bem melhor que este parágrafo. Adorei!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Trabalhando em grupos

A palavra coach pode ser traduzida por técnico, mas faria mais sentido se fosse um facilitador ou orientador de potenciais, já que o nosso papel é ajudar as pessoas a se desenvolverem em determinados aspectos, despertando o seu melhor em diferentes áreas da vida. Não importa o objetivo do coachee (o cliente do coach), o importante é que, através do processo, ele consiga evoluir, exercitando ou liberando os seus próprios potenciais. Para isso, trabalho com uma visão ampla do ser humano, também chamada de holística. Tudo começa com uma revisão da visão que cada um tem do mundo e termina... Bem, não dá pra dizer como termina, mas dá pra assegurar que o processo sempre traz insights poderosos para todos os envolvidos.
O trabalho pode ser realizado individualmente ou em grupo, mas é sobre este último que desejo escrever hoje. Desde a formação do meu primeiro grupo, percebo o quanto os insights vão surgindo (ou as “fichas caindo”) com mais facilidade à medida em que os integrantes demonstram interesse genuíno uns pelos outros. Assim, abrem-se espaços internos para que as transformações desejadas ocorram. Como se trata de um grupo, pelo processo de ressonância, identificamos em nós aspectos de outros participantes. Relacionando-se melhor com o outro, chegamos a lugares de nós mesmos que, de outra forma, permaneceriam inacessíveis. E isso extrapola, e muito, o processo de coaching.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pulando feito pipoca

Essa foi a primeira imagem que me veio num dos primeiros grupos em que trabalhei com a metodologia de coaching. Minha base era o Sistema Isor, mas a condução era feita por mim com toda a bagagem que adquiri nos muitos trabalhos com grupos, dentro e fora de empresas. A motivação da imagem era a resistência que percebia em algumas pessoas, cuja inquietude nas cadeiras apenas revelava o que se passava em sua mente. Estavam incomodados e resistiam ao inevitável processo de mudanças que se inicia quando nos tornamos conscientes de algum aspecto, antes ignorado, de nós mesmos.
Naquele momento, o “remexer” na cadeira me fez pensar no milho estourando na panela. Quem já fez pipoca em panelas sabe do que estou falando. Quando o óleo esquenta, os milhos começam a pular. Alguns desabrocham, quase que miraculosamente, transformando-se em pipocas crocantes e deliciosas; outros abrem-se um pouco, tornando-se pipocas, mas não tão saborosas; e há ainda os que permanecem permanecem fechados, no fundo da panela.
Como na panela, depois que o processo de coaching se inicia, cada coachee “pipoca” de uma forma, de acordo com o seu tempo, as suas necessidades e, principalmente, com a sua disponibilidade. Só ele pode determinar o resultado do trabalho, que sempre será positivo se contribuir para uma nova percepção de si mesmo, sem importar em que tipo de pipoca ele vai se transformar. O resultado obtido é sempre o melhor possível, dependendo não só do trabalho, mas também das escolhas do coachee.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Iniciando e "linguageando"

Segundo Humberto Maturana, a linguagem fundamenta o ser humano, mas não o constitui por si só. Entendendo a linguagem como um fenômeno biológico, nós nos “fazemos” pelo entrelaçamento entre esta e a emoção, o que acontece quando “linguageamos”. Vem daí a construção deste blog. Trata-se de uma forma de elaborar, entender, compartilhar e conversar sobre uma vertente do meu trabalho que tem me oferecido gratificação, alegria e surpresas.
Tudo começou com o desenvolvimento de pessoas em comunicação. Diante da necessidade de se trabalhar a autopercepção e a aquisição de novas habilidades, implicando necessariamente na ampliação da visão que cada um tem do Mundo, busquei recursos em teorias de transformação e de aprofundamento do diálogo, e na metodologia do coaching holístico ou integral. O propósito é sempre, através de um melhor relacionamento consigo e com o outro, propiciar ganhos de performance em níveis pessoais e coletivos.
A surpresa vem dos resultados que podemos alcançar quando encontramos grupos abertos e dispostos a operar a partir de uma nova perspectiva. A integração, a atenção aos demais membros da equipe e aos liderados e a consciência do impacto de cada atitude no todo são alguns fatores que resultam numa ação coletiva com maior potencial de sucesso, inovação e, principalmente, satisfação.
A partir de hoje, regularmente, publicarei os resultados desse trabalho e minhas percepções, na tentativa de compreender cada vez melhor esse universo constituído por todos com quem de alguma forma me relaciono e de, através da conversação propiciada pelo meio (o blog), ganhar sempre novas perspectivas acerca do trabalho. Por isso, se o assunto lhe interessa, fique à vontade para seguir e interagir!
Um abraço, com gratidão.