A experiência de cerca de 20 anos com comunicação interna - contribuindo com o relacionamento entre empresas e colaboradores - aliada à paixão por comunicação, me fez perceber que é preciso algo mais para que as organizações possam, de fato, alcançar altos níveis de performance em um cenário tão competitivo. Esse “algo mais” está dentro de cada um e só pode ser trazido à tona, para os processos cotidianos, se houver motivação e entusiasmo. Simples? Claro que sim! Mas isso só se consegue mediante interações satisfatórias e produtivas, consigo mesmo e com pares e gestores.

Por isso, nossas propostas, seja em coaching, desenvolvimento de equipes workshops e palestras - ou projetos de transformação e inovação, atuam tanto no individual quanto no coletivo. Fazemos sempre questão de lembrar que o outro é imprescindível e de que a única forma de alcançá-lo é através de boas conexões, fundamentadas, principalmente, no diálogo! Conversemos, pois!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Coaching Feminino

"Conversa de Comadre", arte naïf de Wilson Pessoa
Após a conclusão da minha primeira formação em coaching, convidei alguma amigas para formar um grupo exclusivamente feminino. O trabalho era experimental, mas pautado pela metodologia do Sistema ISOR, reconhecido internacionalmente, que fundamenta a minha formação. Durante 3 meses, seguimos a agenda proposta, enriquecendo o trabalho semanalmente com nossas vivências.
Mas o que eu não podia imaginar é que esse grupo fosse se tornando tão poderoso e que as possibilidades de desenvolvimento para cada uma de nós ficassem tão ricas. Hoje, sigo com o coaching individual, mas acabei formando outros grupos, e alguns, por acaso (?), também acabaram restritos a mulheres.
A partir da singularidade e dos resultados das partilhas de cada encontro, montei o Coaching Feminino. Nesses grupos, assisto à ocorrência de vários insights, à manifestação do interesse genuíno de umas pelas outras, à abertura de espaços internos para que as transformações desejadas ocorram. Como se trata de um grupo, pelo processo de ressonância, identificamos em nós aspectos das outras participantes. Interessando-se, ouvindo, olhando a outra, chegamos a lugares de nós mesmas que, de outra forma, permaneceriam inacessíveis. Ao fim da reunião, cada uma segue com suas próprias conquistas, mais fortalecida para caminhar rumo a seu propósito de vida.
Leia mais em entrevista no site do Instituto Holos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Poema inspirador

"Não vou morrer com uma vida não vivida.
Não vou viver com medo de cair ou de pegar fogo.
Eu escolho habitar meus dias,
Para permitir que a vida me abra,
me tome os medos,
me torne mais acessível,
solte o meu coração até que ele ganhe asas,
se torne uma tocha, uma promessa...
Eu escolho arriscar a minha importância
de modo que o que chegue a mim como semente,
vá para o próximo como flor...
e o que me chegue como flor, se vá como frutos.."

Dawna Markova (Psicoterapeuta americana e consultora de empresas)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Novas paisagens, novos rumos

Através da parede de tijolos... (Foto de Christian Machado)
Visitava a obra de sua casa. Vistoriava o cômodo que acabara de ser erguido, ainda sem iluminação, a cata de possíveis faltas do pedreiro, preocupada com o material por comprar, o prazo que se estendia, a chuva que impedia o trabalho, o orçamento estourado, a criança que chorava ao seu lado e sabe-se mais o que lhe ocupava a mente. De repente, alheia a tudo, viu uma fresta na parede, um buraco no tijolo. A paisagem exuberante lembrou-a da beleza do lugar. Não era preciso esperar pelo término da construção para usufruir dos bons momentos que o lugar poderia lhe propiciar. Eles já aconteciam ali. E, agora, inundavam o cômodo (e aquele seu momento de vida) por aquela fresta que o seu olhar encontrara. Filho chorando, orçamento apertado, falta de tempo: tudo isso era secundário diante da natureza que se impunha, enchendo-a de paz. Aquele já era um lar!
Esta imagem foi um presente, oferecido por uma coachee em um dos nossos encontros. Uma parede de tijolos pode ser bem mais do que parece. Buscar novos olhares é um exercício constante. Só eles produzem as atitudes que resultarão naquele algo mais que todos buscamos. Analisar momentos de vida, perdas e ganhos, conflitos e conquistas sob novas perspectivas é um desafio e exige treinamento contínuo. O bom é que os resultados são imediatos. Quando conseguimos deixar de lado os sentimentos e os pensamentos que os produzem (metaforicamente, nossa parede de tijolos), já obtemos um novo olhar sobre qualquer questão. O movimento é simples, mas obstruído pelas ideias e crenças que trazemos conosco. Quanto mais dispostos a abrir mão dos nossos pressupostos, mais fácil fica olhar por novos ângulos.