Essa foi a primeira imagem que me veio num dos primeiros grupos em que trabalhei com a metodologia de coaching. Minha base era o Sistema Isor, mas a condução era feita por mim com toda a bagagem que adquiri nos muitos trabalhos com grupos, dentro e fora de empresas. A motivação da imagem era a resistência que percebia em algumas pessoas, cuja inquietude nas cadeiras apenas revelava o que se passava em sua mente. Estavam incomodados e resistiam ao inevitável processo de mudanças que se inicia quando nos tornamos conscientes de algum aspecto, antes ignorado, de nós mesmos.Naquele momento, o “remexer” na cadeira me fez pensar no milho estourando na panela. Quem já fez pipoca em panelas sabe do que estou falando. Quando o óleo esquenta, os milhos começam a pular. Alguns desabrocham, quase que miraculosamente, transformando-se em pipocas crocantes e deliciosas; outros abrem-se um pouco, tornando-se pipocas, mas não tão saborosas; e há ainda os que permanecem permanecem fechados, no fundo da panela.
Como na panela, depois que o processo de coaching se inicia, cada coachee “pipoca” de uma forma, de acordo com o seu tempo, as suas necessidades e, principalmente, com a sua disponibilidade. Só ele pode determinar o resultado do trabalho, que sempre será positivo se contribuir para uma nova percepção de si mesmo, sem importar em que tipo de pipoca ele vai se transformar. O resultado obtido é sempre o melhor possível, dependendo não só do trabalho, mas também das escolhas do coachee.
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