Confúcio (ou Kung-Fu-Tze para os íntimos) foi um filósofo chinês que viveu há cerca de 2.500 anos, cujos pensamentos estão sempre atuais. No oriente, a influência dele é tanta que moldou o modo de pensar e o sistema educacional de países como China, Japão e Coréia. Na China, recentemente, os estudos de seus livros voltaram às escolas do primeiro segmento.
Os registros de suas ideias foram feitos por discípulos e admiradores em quatro livros, sendo que um deles, Da Xué (“Grande Estudo”), escrito após a sua morte, resume, em um pequeno texto, o cerne da proposta confucionista. Trata-se, basicamente, da busca dos princípios que atuam na manutenção e na transformação da sociedade, fomentando a completude do indivíduo através do autocultivo.
O texto fala por si só e merece leitura e reflexão:
Os antigos, que desejavam dar exemplo da virtude ilustre em seu reino, começaram por bem ordenar seus próprios Estados.
Desejando ordenar bem seus Estados ordenaram primeiro suas famílias.
Desejando ordenar suas famílias, cultivaram antes suas pessoas.
Desejando cultivar suas pessoas, primeiro corrigiram seus corações.
Desejando corrigir seus corações, primeiro trataram de ser sinceros em seus pensamentos.
Desejando ser sinceros em seus pensamentos, primeiro ampliaram ao máximo o seu conhecimento.
Essa extensão do conhecimento baseia-se na investigação das coisas.
Uma vez investigadas as coisas, seu conhecimento tornou-se completo.
Sendo completo seu conhecimento, seus pensamentos foram sinceros.
Sinceros que foram seus pensamentos, seus corações corrigiram-se.
Corrigidos os corações, suas pessoas foram cultivadas.
Cultivadas que foram suas pessoas, ordenaram as famílias.
Ordenadas suas famílias, foram justamente ordenados seus Estados.
Justamente governados seus Estados, todo o reino viveu em paz e feliz.
Desde o Filho do Céu até a massa do povo, todos devem considerar o cultivo da pessoa como a raiz de todas as outras coisas.
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