A experiência de cerca de 20 anos com comunicação interna - contribuindo com o relacionamento entre empresas e colaboradores - aliada à paixão por comunicação, me fez perceber que é preciso algo mais para que as organizações possam, de fato, alcançar altos níveis de performance em um cenário tão competitivo. Esse “algo mais” está dentro de cada um e só pode ser trazido à tona, para os processos cotidianos, se houver motivação e entusiasmo. Simples? Claro que sim! Mas isso só se consegue mediante interações satisfatórias e produtivas, consigo mesmo e com pares e gestores.

Por isso, nossas propostas, seja em coaching, desenvolvimento de equipes workshops e palestras - ou projetos de transformação e inovação, atuam tanto no individual quanto no coletivo. Fazemos sempre questão de lembrar que o outro é imprescindível e de que a única forma de alcançá-lo é através de boas conexões, fundamentadas, principalmente, no diálogo! Conversemos, pois!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O autocultivo como forma de evolução em todos os aspectos da vida

Confúcio (ou Kung-Fu-Tze para os íntimos) foi um filósofo chinês que viveu há cerca de 2.500 anos, cujos pensamentos estão sempre atuais. No oriente, a influência dele é tanta que moldou o modo de pensar e o sistema educacional de países como China, Japão e Coréia. Na China, recentemente, os estudos de seus livros voltaram às escolas do primeiro segmento.
Os registros de suas ideias foram feitos por discípulos e admiradores em quatro livros, sendo que um deles, Da Xué (“Grande Estudo”), escrito após a sua morte, resume, em um pequeno texto, o cerne da proposta confucionista. Trata-se, basicamente, da busca dos princípios que atuam na manutenção e na transformação da sociedade, fomentando a completude do indivíduo através do autocultivo.
O texto fala por si só e merece leitura e reflexão:
Os antigos, que desejavam dar exemplo da virtude ilustre em seu reino, começaram por bem ordenar seus próprios Estados.
Desejando ordenar bem seus Estados ordenaram primeiro suas famílias.
Desejando ordenar suas famílias, cultivaram antes suas pessoas.
Desejando cultivar suas pessoas, primeiro corrigiram seus corações.
Desejando corrigir seus corações, primeiro trataram de ser sinceros em seus pensamentos.
Desejando ser sinceros em seus pensamentos, primeiro ampliaram ao máximo o seu conhecimento.
Essa extensão do conhecimento baseia-se na investigação das coisas.
Uma vez investigadas as coisas, seu conhecimento tornou-se completo.
Sendo completo seu conhecimento, seus pensamentos foram sinceros.
Sinceros que foram seus pensamentos, seus corações corrigiram-se.
Corrigidos os corações, suas pessoas foram cultivadas.
Cultivadas que foram suas pessoas, ordenaram as famílias.
Ordenadas suas famílias, foram justamente ordenados seus Estados.
Justamente governados seus Estados, todo o reino viveu em paz e feliz.

Desde o Filho do Céu até a massa do povo, todos devem considerar o cultivo da pessoa como a raiz de todas as outras coisas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Atitude faz toda a diferença e começa por cada um de nós

Meus filhos, às vezes, irritam-se quando brigo porque jogaram algo reciclável na lixeira da pia. "Que diferença faz só esta embalagem, mãe?" Eu sempre respondo dizendo que uma pequena embalagem reciclada por dia representa, ao longo de um ano, 360 itens a menos acumulados nos lixões. Cada unidade reciclada é importante, mas o que faz a diferença é a atitude que temos ao destinar os recicláveis a um lixo especial.
Atitudes, pequenas ou grandes, fazem a diferença em dietas, programas de exercícios, desenvolvimento profissional e demais áreas da vida. O vídeo abaixo traduz isso tudo bem melhor que este parágrafo. Adorei!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Trabalhando em grupos

A palavra coach pode ser traduzida por técnico, mas faria mais sentido se fosse um facilitador ou orientador de potenciais, já que o nosso papel é ajudar as pessoas a se desenvolverem em determinados aspectos, despertando o seu melhor em diferentes áreas da vida. Não importa o objetivo do coachee (o cliente do coach), o importante é que, através do processo, ele consiga evoluir, exercitando ou liberando os seus próprios potenciais. Para isso, trabalho com uma visão ampla do ser humano, também chamada de holística. Tudo começa com uma revisão da visão que cada um tem do mundo e termina... Bem, não dá pra dizer como termina, mas dá pra assegurar que o processo sempre traz insights poderosos para todos os envolvidos.
O trabalho pode ser realizado individualmente ou em grupo, mas é sobre este último que desejo escrever hoje. Desde a formação do meu primeiro grupo, percebo o quanto os insights vão surgindo (ou as “fichas caindo”) com mais facilidade à medida em que os integrantes demonstram interesse genuíno uns pelos outros. Assim, abrem-se espaços internos para que as transformações desejadas ocorram. Como se trata de um grupo, pelo processo de ressonância, identificamos em nós aspectos de outros participantes. Relacionando-se melhor com o outro, chegamos a lugares de nós mesmos que, de outra forma, permaneceriam inacessíveis. E isso extrapola, e muito, o processo de coaching.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pulando feito pipoca

Essa foi a primeira imagem que me veio num dos primeiros grupos em que trabalhei com a metodologia de coaching. Minha base era o Sistema Isor, mas a condução era feita por mim com toda a bagagem que adquiri nos muitos trabalhos com grupos, dentro e fora de empresas. A motivação da imagem era a resistência que percebia em algumas pessoas, cuja inquietude nas cadeiras apenas revelava o que se passava em sua mente. Estavam incomodados e resistiam ao inevitável processo de mudanças que se inicia quando nos tornamos conscientes de algum aspecto, antes ignorado, de nós mesmos.
Naquele momento, o “remexer” na cadeira me fez pensar no milho estourando na panela. Quem já fez pipoca em panelas sabe do que estou falando. Quando o óleo esquenta, os milhos começam a pular. Alguns desabrocham, quase que miraculosamente, transformando-se em pipocas crocantes e deliciosas; outros abrem-se um pouco, tornando-se pipocas, mas não tão saborosas; e há ainda os que permanecem permanecem fechados, no fundo da panela.
Como na panela, depois que o processo de coaching se inicia, cada coachee “pipoca” de uma forma, de acordo com o seu tempo, as suas necessidades e, principalmente, com a sua disponibilidade. Só ele pode determinar o resultado do trabalho, que sempre será positivo se contribuir para uma nova percepção de si mesmo, sem importar em que tipo de pipoca ele vai se transformar. O resultado obtido é sempre o melhor possível, dependendo não só do trabalho, mas também das escolhas do coachee.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Iniciando e "linguageando"

Segundo Humberto Maturana, a linguagem fundamenta o ser humano, mas não o constitui por si só. Entendendo a linguagem como um fenômeno biológico, nós nos “fazemos” pelo entrelaçamento entre esta e a emoção, o que acontece quando “linguageamos”. Vem daí a construção deste blog. Trata-se de uma forma de elaborar, entender, compartilhar e conversar sobre uma vertente do meu trabalho que tem me oferecido gratificação, alegria e surpresas.
Tudo começou com o desenvolvimento de pessoas em comunicação. Diante da necessidade de se trabalhar a autopercepção e a aquisição de novas habilidades, implicando necessariamente na ampliação da visão que cada um tem do Mundo, busquei recursos em teorias de transformação e de aprofundamento do diálogo, e na metodologia do coaching holístico ou integral. O propósito é sempre, através de um melhor relacionamento consigo e com o outro, propiciar ganhos de performance em níveis pessoais e coletivos.
A surpresa vem dos resultados que podemos alcançar quando encontramos grupos abertos e dispostos a operar a partir de uma nova perspectiva. A integração, a atenção aos demais membros da equipe e aos liderados e a consciência do impacto de cada atitude no todo são alguns fatores que resultam numa ação coletiva com maior potencial de sucesso, inovação e, principalmente, satisfação.
A partir de hoje, regularmente, publicarei os resultados desse trabalho e minhas percepções, na tentativa de compreender cada vez melhor esse universo constituído por todos com quem de alguma forma me relaciono e de, através da conversação propiciada pelo meio (o blog), ganhar sempre novas perspectivas acerca do trabalho. Por isso, se o assunto lhe interessa, fique à vontade para seguir e interagir!
Um abraço, com gratidão.