A experiência de cerca de 20 anos com comunicação interna - contribuindo com o relacionamento entre empresas e colaboradores - aliada à paixão por comunicação, me fez perceber que é preciso algo mais para que as organizações possam, de fato, alcançar altos níveis de performance em um cenário tão competitivo. Esse “algo mais” está dentro de cada um e só pode ser trazido à tona, para os processos cotidianos, se houver motivação e entusiasmo. Simples? Claro que sim! Mas isso só se consegue mediante interações satisfatórias e produtivas, consigo mesmo e com pares e gestores.

Por isso, nossas propostas, seja em coaching, desenvolvimento de equipes workshops e palestras - ou projetos de transformação e inovação, atuam tanto no individual quanto no coletivo. Fazemos sempre questão de lembrar que o outro é imprescindível e de que a única forma de alcançá-lo é através de boas conexões, fundamentadas, principalmente, no diálogo! Conversemos, pois!

domingo, 2 de junho de 2013

Uma poesia que convida à VIDA

O Convite

Não me interessa o que você faz para viver.
Quero saber o que você deseja ardentemente,
e se você se atreve a sonhar em alcançar os anseios do seu coração.

Não me interessa quantos anos você tem.
Quero saber se você se arriscaria parecer um tolo por amor,
por seus sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa que planetas estão em quadratura com a sua lua.
Quero saber se você chegou ao âmago de sua própria tristeza,
se você se abriu por causa das traições da vida,
ou se encolheu e fechou-se por medo de sofrer novamente.

Quero saber se você pode sentar-se com a dor, a minha ou a sua,
sem fazer qualquer movimento para escondê-la, diminuí-la ou tratá-la.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, a minha ou a sua,
se você pode dançar loucamente e deixar o êxtase tomar conta de você dos pés à cabeça,
sem nos advertir para que sejamos cuidadosos e realistas
ou que lembremos das limitações da nossa condição humana.

Não me interessa se a história que está me contando é verdadeira.
Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro com você mesmo,
se pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser infiel, e, no entanto, confiável.

Quero saber se você pode enxergar a Beleza mesmo que nem todos os dias sejam bonitos.
E se você pode buscar a fonte de sua vida em sua própria presença.
Quero saber se você pode conviver com o fracasso, o seu e o meu,
e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: "Sim!"

Não me interessa saber onde você mora e quanto dinheiro tem.
Quero saber se você consegue se levantar depois de uma noite de tristeza e desespero,
exausto e ferido até os ossos e fazer o que deve ser feito para alimentar as crianças.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.
Quero saber se você permanecerá no centro do fogo comigo
sem se encolher ou retroceder.

Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou.
Quero saber o que o sustenta, em seu interior, quando tudo o mais desmorona.
Quero saber se você consegue ficar só consigo mesmo
e se você verdadeiramente gosta de sua própria companhia nos momentos vazios.

(Oriah Mountain Dreamer, do livro “The Invitation”)

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